Em 19 de setembro de 1956, foi criada a Companhia Urbanizadora da Nova Capital (Novacap) para dar início à construção. O novo órgão estabeleceu um edital para a escolha do projeto urbanístico de Brasília, marcado para março do ano seguinte. Durante cinco dias, de 12 a 16 de março de 1957, um júri internacional avaliou 26 projetos para a construção de Brasília. Entre os jurados, estava Oscar Niemeyer.
O edital estabelecia alguns parâmetros para nortear a seleção: a capital deveria ser diferente de qualquer outra cidade, para expressar "a grandeza de uma vontade nacional". Sua principal característica deveria ser a administração pública, para onde todas as funções convergiriam.
Dos 26 projetos concorrentes, 16 foram eliminados na seleção prévia. Entre os restantes, estavam os de Lúcio Costa, Nei Rocha e Silva, Henrique Mindlin, Paulo Camargo, M.M.M. Roberto e Construtec. O de Lucio Costa saiu vitorioso.
Houve confusão. O arquiteto Paulo Antunes Ribeiro, representante do Instituto de Arquitetos do Brasil, não concordou com a escolha do plano de Lucio Costa. Alegou pressa na decisão, reclamou de arbitrariedade e sugeriu que fossem reunidos os onze melhores projetos. A partir deles, propunha montar um grupo de trabalho para pensar o desenho da nova capital. Israel Pinheiro, o presidente da Novacap, rechaçou a ideia.
Os concorrentes derrotados não se conformaram e criaram uma polêmica que repercutiu na imprensa da época, alegando jogo de cartas marcadas.
Para saber um pouco mais de história, acesse o Arquivo Público.